Rodrigo Santiago

"Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal"

Diário
23/07/2008 18h37
Insônia

Recebi ontem um e-mail da minha mãe, que o anexo era um pps com uns ensinamentos interessantes, da cultura chinesa, ou hindu, ou sei lá de qual. Tinha coisas bem legais, embora o final sugerisse uma corrente do tipo "se você mandar esta mensagem para 450 pessoas, vai ganhar na Mega-sena sem jogar".

Dos vários ensimamentos, que vinham em forma de frases curtas, me chamou a atenção uma que dizia: "durma menos do que gostaria". Puxa vida!

Nunca tive dificuldades de acordar na hora certa, e nunca gostei de despertador. Na hora que preciso acordar, simplesmente acordo, seja às 8, às 7, às 5h. Fácil assim.

Por outro lado, sempre gostei de dormir muito: dormir depois do almoço, dormir até tarde nos dias sem compromisso.

Agora tenho sofrido um pouco de insônia, e é uma insônia diferente daquela dos tempos de muita preocupação, estresse ou falta de grana. Na noite passada mesmo, às 4 da madrugada, acordei pronto e animado pra trabalhar, mas só precisava chegar às 9h. E trabalho em frente ao prédio que moro.

Me vi acordado, disposto, no meio da noite, sem ter o que fazer, ou algo significativo que devesse me preocupar. Quer dizer, nada que eu devesse me preocupar naquela hora, né? Os problemas corriqueiros do dia-a-dia, pessoais e profissionais, sempre aparecem nas horas convenientes, é claro.

Confesso que me senti meio "escritor" nessa hora, pois muitos escritores famosos sofrem insônia também, e usam as madrugadas para escrever belos textos. Mas enfim, não tive inspiração no momento, e também tava muito frio. Acendi a luz e fiquei fazendo palavras cruzadas mesmo.

E também usei o tempo para interpretar o pensamento citado, e associá-lo de um jeito bom à minha insônia: quem sabe não uso o tempo "extra" acordado para fazer algo mais para o meu país, e para o meu próximo?


Publicado por Rodrigo da Silva Santiago em 23/07/2008 às 18h37

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