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Diário

22/05/2008 13h08
Fluminense x São Paulo - o dia seguinte
Meu Deus, como é bom fazer parte da imensa, e ao mesmo tempo distinta nação tricolor!
Toda a imprensa esportiva do meu país dava nossa eliminação como favas contadas, e apontavam o grande Flu como time inferior ao dos bambis. Fala sério!
Fernando Henrique mostrou que não amarela, e fez defesas difíceis, ao contrário do burguês Rogério Ceni, do eliminado São Paulo. Muito bem eliminado.
Gabriel apoiou o ataque com a categoria de sempre, e deu carrinhos e ajudou nossa defesa. Foi um vitória de raça também!
Thiago Silva é absoluto, imbatível, cracaço de bola. E o melhor de tudo: é Tricolor de Coração, joga com uma dedicação e amor que ninguém tem! Pobre Adriano, nunca ganhará do nosso Melhor-do-Brasil, seja na técnica ou na força.
Luiz Alberto, nosso capitão, comandou o time de dentro de campo, orientou, repreendeu. Exigiu seriedade quando o Neves esteve desatento. Pra ganhar do São Paulo por 2 gols, a atuação tinha que ser perfeita, num cabia nenhum tipo de desatenção.
Junior Cesar, nosso lateral-atacante, chamou a responsabilidade pra si, como sempre. Cavou a decisiva expulsão do Joílson. Pobre Gustavo Neri, perdeu o melhor da festa.
O bravo Ygor é discreto, mas um leão. Esteve em todos os lugares do campo, Incansável, e só saiu quando foi vencido pela dor. Obrigado, Ygor, sua dedicação é essencial pro sucesso desse time.
O Arouca dá cadência ao nosso meio-campo, dá a bola redondinha para os mais ofensivos. É excelente jogador, imprescindível. Palmas pra Xerém! Pelo Arouca, pelo Maurício, pelo Alan.
Cícero lutou como sempre, criou, chutou, cabeceou. Que ano magnífico desse menino. A poucos meses, ninguém previa que no meio de tantos craques ia sobrar lugar pra ele, mas sempre se impôs. Humilde e obediente.
Thiago Neves, nosso craque, teve falhas, mas nunca se omitiu. E bateu na bola com a categoria que só os craques, os grandes craques, sabem fazer. Bola na cabeça do Coração Valente, gol certo.
Conca... Como a camisa tricolor veste bem esse pequeno argentino! O pobre coitado do Fábio Sei-Lá-o-Quê, o das cotoveladas, foi colocado no lugar que é devido: humilhado, derrotado, driblado em 100% das vezes em que esteve no mano-a-mano. Nosso maestro tem todo o carinho da torcida tricolor.
Dodô mostrou a estrela de sempre, e transformou com um toque leve na bola o momento de maior desânimo em momento de maior esperança. Foi decisivo, e mudou a história do grandioso Fluminense, dando fôlego novo a 10 milhões de apaixonados. Foi inacreditável.
Washington, nosso goleador Master, mostrou que foi mera casualidade ficar alguns jogos sem fazer gol. Cabeceou absoluto, no meio de 3 gigantes, e deu voz a um grito de felicidade que foi ouvido em TODOS os cantos do Brasil. Se emocionou, e nos emocionou junto. Ontem, e pra sempre na memória do torcedor, ele sim foi o grande Imperador.
Por fim, nosso maestro, professor, e polêmico Renato, o grande gaúcho: seu comportamento é exemplo pra TODO O MUNDO do que é se envolver no futebol por amor, por paixão. Compensa suas eventuais limitações (limitações que todos têm, diga-se de passagem) com sua maneira particular de incendiar um time. É fato: time de Renato jamais se entrega, jamais se acovarda, e jamais se apequena. Fora Muricy, e sua arrogância.
Obrigado, meu bondoso Deus, por eu ter nascido Tricolor de Coração, e por ter presenciado esse jogo fantástico. Minha pressão subiu, meu coração foi colocado à prova, mas sobrevivi, assim como o Flu sobreviveu.
Não ganhamos nada ainda, e precisamos ser prudentes em relação ao futuro no torneio, pois vem mais pedreira pela frente.
Mas é bom demais ser Tricolor, isso é!
Publicado por Rodrigo da Silva Santiago em 22/05/2008 às 13h08

08/05/2008 12h03
Flamengo x América do México - o dia seguinte
Vamos aos fatos:
Comparar essa derrota do Flamengo com as maiores tragédias do futebol brasileiro é um grande exagero. Clube de muitas tradições, o Fla é uma espécie de Dercy Gonçalves das 4 linhas: tem mais de cem anos, e vive fazendo a gente rir. Vergonha mesmo foi perder pro Santo André, com gol do centroavante-roqueiro-que-não-morreu, o Elvis Presley.
O presidente Lula, sempre defensor das classes menos favorecidas, já mandou inscrever o Souza no programa social “Vale Gol”, além de reverter para o Fome Zero as milhas aéreas da TAM acumuladas pelo time na viagem para o México. As viagens do Flamengo até o fim do ano serão todas de ônibus mesmo, e os jogadores nem vão precisar mais do passaporte.
E até o goleiro do Fluminense, o neo-liberal Fernando Henrique, parafraseou um xará menos famoso, para apoiar seu colega de profissão Bruno: “o nobre Bruno, assim como todo o povo brasileiro no meu governo, anda comendo mais frango.”
O que entristece mesmo a torcida é que ficou nítido: o time do Flamengo entrou em campo vendido contra o América. O Joel vendido pra África do Sul, o Renato Augusto pra Europa, e o Toró e o Obina pra Comlurb.
Mas a verdade é que a gente tem que respeitar o Flamengo: assim como seus torcedores mais ilustres, o Ronaldo e a Lacraia, o Mengão também é bi!
Publicado por Rodrigo da Silva Santiago em 08/05/2008 às 12h03

23/04/2008 21h44
Meu primeiro diploma
Depois de praticamente 14 anos de vida universitária, finalmente estou prestes a levar pra casa meu primeiro diploma. Ufa!
Claro que a alegria será imensa, e o orgulho também, meu e de meus pais. Mas o fato é que o alívio será maior. Durante todo esse tempo de insistências e desistências de vida acadêmica, pude também refletir muito sobre as escolas que tive na vida, e a influência delas na minha formação. Tirei conclusões, que talvez não sejam definitivas, mas que agora parecem muito claras em minha cabeça:
Não quero desdenhar, mas a princípio encaro o diploma simplesmente como um título, que dá direito ao dono de exercer determinada profissão, mesmo que ele não tenha aprendido durante a faculdade como fazer isso. Um título necessário, uma imposição que parece a convenção mais próxima do justo que o homem inventou para impor regras no mercado.
Na minha vida, freqüentei diversas universidades, em vários cantos do país, e "engordei" as estatísticas de quase todas elas sobre evasão escolar. Apenas agora fui até o fim. E trago na lembrança a certeza de que minhas inúmeras escolhas que teoricamente teriam sido erradas, de abandonos, me levaram a trilhar um caminho que me permitiu ter mais sucesso. Ou seja, o que parece nem sempre é.
Não tenho previsão de precisar utilizar esse diploma num futuro próximo, e de maneira prática ele não me acrescenta nada por agora, mas mesmo sem ele, consegui chegar em um estágio bom na minha carreira, que meus primeiros amigos de colégio e faculdade, que tanto me criticaram e condenaram, buscam ainda hoje, após vários anos de formado. Pouquíssimos chegaram onde cheguei.
É claro, não fiquei rico, e nem ficarei. Não preciso, e não quero. Mas trabalho feliz cada hora de minha semana, tenho muito respeito de todos, e alcancei um patamar que me permite ter conforto, e estabilidade. Nada mal mesmo.
Sempre gostei de trabalhar, sempre quis aprender a fazer o melhor. Confiei em mim, confiei em Deus. Tive humildade e capricho nos momentos de realizar tarefas simples, e não deixei a vaidade me tornar um homem arrogante quando passei eu mesmo a delegar para outros colegas as mesmas tarefas simples, e outras tantas nada simples.
Aprendi que o homem precisa desenvolver muito mais do que conhecimentos técnicos sobre quaisquer assuntos. O mercado precisa de homens com muito mais que isso, valores éticos que aprendemos observando nossos pais, da fidelidade que temos por nossas pessoas mais queridas, do espírito de equipe que somente quem já brincou de ser atleta possui.
Agora, aos 33, e depois de tanta gente, estou a 40 dias de merecer meu diploma, e comemorar sim, sem alarde, sem pompa. E já até iniciei uma pós-graduação. Pelas convenções!
Publicado por Rodrigo da Silva Santiago em 23/04/2008 às 21h44

17/04/2008 21h11
A despedida do Guga
Parece aquele programa de retrospectiva da televisão:
Toda semana tem um torneio novo, ele é eliminado na 1ª rodada, e depois dá um depoimento se despedindo do tênis, agradecendo "à galera, pois tá todo mundo aí". Depois, um beijo na careca do Larry, o Kojake barriga verde.
A verdade é que o tênis já se despediu do Manezinho da Ilha há muito tempo, e só ele que num sabe.
O legal é que ele mantém o alto astral mesmo quando chora, e pelo menos sempre muda o visual. Hoje, simultaneamente a mais um show do Fluzão no Maraca (outra rotina este ano) ele apareaceu barbudo, tal qual o Che Guevara.
Bendito aquele que inventou o controle remoto, e os canais exclusivos de esporte!
Brincadeiras à parte, é claro que ele tem direito. Não sou fã do esporte das bolinhas amarelas, mas reconheço verdadeiramente que a trajetória desse jovem é brilhante, digna de toda nossa reverência.
E no mais, sua presença rende carisma à esses eventos. Apesar jovem e "descolado", o Guga também faz um papel interessante quando cumpre ou quando quebra o protocolo, sempre com sua educação típica dos sulistas, dessa vez sem duplo-sentido, com toda certeza.
Até o fim do ano teremos mais: mais despedidas do Guga, e mais shows do Fluzão nos estádios nacionais e internacionais.
Abraço e boa noite!
Publicado por Rodrigo da Silva Santiago em 17/04/2008 às 21h11

30/03/2008 09h45
Diga "trinta e três"
Hoje é meu dia de soprar algumas velinhas. Nada mau ser lembrado e paparicado de vez em quando. Trinta e três anos, tal qual Jesus Cristo. Já tô no lucro, né? Mas com uma vontade enorme de viver, de aprender mais, e de trabalhar pra este mundo ser melhor.
Nesse dia em que recebo homenagens, quero prestar homenagem ao casal mais lindão, mais amado, mais admirado e mais sábio deste planeta: meus pais, que na foto aí estavam curtindo um domingão no bicão.
Agradeço a eles por terem me dado a vida, e principalmente por terem me ensinado como vivê-la. Gostaria muito de poder ser como eles, e ser bom exemplo para os meus descendentes.
Deixo um abraço amigo aos que lembraram, inclusive aos que telefonaram cedo, me acordando, hehehehe. É realmente muito bom receber as manifestações carinhosas de todos.
Por fim, agradeço demais a Deus pela minha vida, pelas minhas vitórias, e pelo seu amor infinito por mim.
Ótimo domingo a todos nós!
Publicado por Rodrigo da Silva Santiago em 30/03/2008 às 09h45
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