Rodrigo Santiago

"Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal"

Meu Diário
22/07/2011 18h34
Assunto sério: Ética


Meus amigos,



Sou eu mesmo que vos escreve. Rodrigo Santiago. Não é uma mensagem reencaminhada.



Não se sintam obrigados a ler ou encaminhar a mensagem por isso, mas realmente não vou assinar como Arnaldo Jabor ou Alexandre Garcia só pra chamar atenção de ninguém, ou sugerir ares de credibilidade.



Mas todo mundo tem seus momentos de falar sério de vez em quando, até eu. E resolvi disseminar entre as poucas dezenas de amigos leitores de meus e-mails um ponto de vista não tão convencional sobre o assunto do título do e-mail, incentivado principalmente pelo curioso incidente do jogo da última quarta-feira entre Palmeiras x Flamengo, que diga-se de passagem, foi uma partida muito ruim. J



Creio que a maioria de vocês tenha visto o lance do “fair play” do jogador Kleber, do Palmeiras. O jogo tinha parado para atendimento médico a um jogador do Flamengo, que tinha a posse de bola. Ao término do atendimento, a ética (ou fair play, como queiram) indica que a bola deveria ser devolvida pelo Palmeiras ao Flamengo, para prosseguimento do jogo de onde parou. Como é feito comumente, e invariavelmente seguido de aplausos das torcidas.



E eis que nesse momento, ao invés de cumprir o protocolo, o palmeirense se aproveitou da distração dos adversários, e partiu sozinho com a bola em direção ao ataque, pra tentar fazer o gol. Não fez, mas se tivesse feito, a confusão seria grande.



No meu ponto de vista inicial, Kleber agiu errado, sob a ética pura e simples.



Porém questiono: onde está a ética (ou fair play) dos jogadores que fingem se machucar quando os jogos estão nos minutos finais das partidas, pra não deixar o jogo correr, e assim esfriar o ímpeto dos adversários? Devolver a bola a esses jogadores não seria premiar a falta de ética e de fair play?



Sinceramente tenho dúvidas, e a única certeza que infelizmente tenho é que a ética de verdade já foi pro beleléu há muito tempo, e o que existe hoje é apenas ética de conveniência, ou a ética de Muricy Ramalho:



- Vender meus tíquetes refeição e vales transporte é estelionato, mas na “minha ética” vale, pois tratam-se de bens/valores que são meus.



- Comprar produtos piratas é crime descarado, mas na “minha ética” pode, pois os originais são caríssimos, e extorsivos, e só servem pra enriquecer na mamata seus produtores.



- Obra pra Copa em estádio privado com dinheiro público pode, pois o Brasil é o País do Futebol, e o “povo” assim quer. Aliás, Copa do Mundo no Brasil pode, porque pela “minha ética”, danem-se os problemas do país e a farra que já está sendo feita com o nosso dinheiro pra se realizar o evento, o importante é que vou poder comprar de algum cambista os ingressos dos jogos, e vai ser uma diversão e tanto.



- Instalar decodificadores paraguaios para piratear TV a cabo pode, pois “minha ética” mostra claramente que a venda desses produtos não é proibida.



- Processar o banco pra revisar o contrato que eu assinei de financiamento pode, pois “minha ética” e os advogados de plantão dizem que os juros cobrados são exorbitantes, independente do fato de eu ter lido e concordado com os termos do contrato antes de assinar.



E por aí vai...



Não existe mais entre nós a mínima vergonha de alardear aos quatro ventos as coisas erradas que fazemos para nos darmos bem. Isso hoje é ser esperto, e já começa a ser passado de pai pra filho, num preocupante movimento que culminará talvez com a exclusão da “honestidade” dos dicionários, ou ao menos sua obsolescência.



A ética permanecerá, mas será modernizada. Conforme a conveniência. Afinal, a sociedade evolui.



Um dos dilemas de hoje é que temos advogados competentíssimos (sem ironia), discípulos aplicados, e uma lei considerada justa. Daí que, esmiuçando os pormenores dessa lei, encontramos justificativas e atenuantes para tudo. Com isso criou-se um clima de prudência impressionante, que vem culminar e acrescentar também à Nova Ética. Já repararam que não existe mais criminoso? Agora são todos “suspeitos” apenas.



E a exceção fica por conta somente do próximo, ou seja, quando falamos do presidente, do deputado, do empreiteiro. Do prefeito, do síndico, do vizinho que comprou um carro novo. O próximo é sempre o espertalhão, o safado, o corrupto. Nós somos apenas espertos, sobreviventes do “mundo-cão”, e não percebemos que a diferença está apenas nas cifras, ou na ausência delas.



Não me excluo desse grupo, de forma alguma, mas tenho revisto meus comportamentos e convicções, pra poder cobrar de verdade quando necessário, e servir de lição aos mais jovens que eu. E tenho buscado ouvir mais pra aprender, e observar os éticos à moda antiga que ainda existem.



Talvez esse desabafo seja minha minúscula colaboração para sugerir que o mundo ao meu redor atente para o assunto, e queira mudar pra melhor. Ou nem isso.



Mas mudemos todos, ou deixemos de ser hipócritas. Fica o registro.



Publicado por Rodrigo da Silva Santiago em 22/07/2011 às 18h34
 
16/03/2009 22h26
Perfil atualizado - Eu mesmo

Esperava mais fidelidade das pessoas.

Toco violão, mas não sou bom nisso.

Fugi da polícia por pichar "Fora Collor" nos muros do país.

Às vezes tenho insônia. E nem bebo café.

Não gosto de carnaval. Nos últimos 10 anos fiz retiro em 5, e passei 4 de plantão trabalhando. Resolvi ir pra Piúma-ES uma vez, achei um lixo. Disparado a pior das opções.

Pratico esportes pra viver melhor, e não pra viver mais.

Tricolor de coração!

Rabada é o melhor prato do mundo.

Mas pizza sempre é bem vinda aqui em casa.

Tenho alergia a camarão, acho uma pena.

Jiló eu não gosto mesmo, brinco com os outros dizendo que não como porque fiz promessa.

Formado. Tecnólogo. Pós-graduado também!

Fiz um teste de QI: 118

Amor infinito pela minha família. Meus pais são as pessoas mais sábias que já conheci.

Era fã do Ayrton Senna, e chorei quando ele morreu.

Mas raramente choro, acho que meu coração se endureceu com as experiências vividas.

Adoro meu trabalho, mas ultimamente não ando muito motivado.

Gosto de tudo o que me faça rir.

Li muitos livros quando adolescente e jovem, agora não mais.

Faço palavras cruzadas diariamente. Nível difícil.

Tenho pouca vaidade, raramente compro roupas ou sapatos. Meu sapato mais novo já tem mais de 2 anos.

Preguiça de pentear os cabelos e fazer a barba.

Coleção grande de medalhas de futebol e corrida. Tá faltando espaço pra guardá-las.

Adoro programas sobre esporte, principalmente futebol.

Detesto Jô Soares, Arnaldo Jabor, Pedro Bial, e todos esses que se julgam grandes intelectuais.

Detesto a Rede Globo e a Veja. Suas matérias sobre política nunca são imparciais.

Tendências petistas.

Fã de Juca Kfouri, PVC, Márcio Guedes, João Carlos Albuquerque. De modo geral, admiro as pessoas sensatas.

Prefiro conversar futilidades do que assuntos sérios. Mas tenho opinião formada sobre tudo o que preciso saber.

Católico praticante, graças à Deus. Tenho ido à missa diariamente, e não mais semanalmente.

Não tenho signo. Não acredito e não gosto de astrologia.

Medo de altura, e de escadas rolantes. Não fico à vontade em meio à multidões.

Prefiro receber os amigos em minha casa do que ir em qualquer balada. Não gosto de bares e boates.

Tô sempre aprendendo sobre a vida. Quando mais jovem, achava que sabia tudo. Agora acho que preciso aprender muito ainda.

Saí de casa novo, aos 15 anos. São 18 anos de "estrada".

Tenho alguns cabelos brancos, acho que uns 5 ou 6 fios.

Já fui apaixonado por carros, agora não mais também. Mas sou um bom motorista, prudente.

Talentos do Brasil: Luis Fernando Veríssimo, Dráuzio Varela, Chico Anísio, Chico Buarque.

Está tarde agora, vou pegar no sono.


Publicado por Rodrigo da Silva Santiago em 16/03/2009 às 22h26
 
29/01/2009 10h40
Tempos
Tempos de muita luz, muito som. Muitos sim.

Tempo bom no planalto central do país. Pouca chuva.

Tempo de aguardar um monte de coisa.

Algumas eu já vou ensaiando.

Documentos vêm via Correios, ou malote. Ainda a faculdade.

Aguardar o Fluzão acertar o pé.

Aguardar resultados de uma nova possibilidade de mudar de carreira. Frio na barriga.

Passear em Goiânia, passear no litoral depois.

Curtir o que o amor oferece de melhor. Intenso!

É bom ver que a vida não para e nem descansa, ao mesmo tempo em que as coisas parecem mais estáveis, definitivas.

Me sinto com sorte. Deus tem me presenteado com maravilhas.

Vontade de dar um abraço no mundo todo, de gratidão.

Minha irmãzinha tá chegando, fará escala aqui pra mais uma empreitada no Norte.

Neste exato momento estou aguardando só o almoço mesmo. Acho que vai ser macarronada. Boa!

Fiz um teste de Q.I., o resultado deu 118. Parece bom, pelo menos pra passar em exame psicotécnico.

Enfim, "tudo azul na América do Sul".

Publicado por Rodrigo da Silva Santiago em 29/01/2009 às 10h40
 
21/01/2009 21h19
Paciência
O ano começou prometendo. Pois bem. É bem interessante como estamos em constante mutação, e legal esse lance de testar nossos próprios limites:

Hoje já é dia 21, e até agora não xinguei ninguém neste ano. Na verdade quero dizer que ainda não manifestei minha irritação contra ninguém, porque xingar mesmo não é meu costume. No trânsito talvez, mas aí é até terapêutico.

Muitas vezes tive minha paciência colocada à prova, mas tenho resistido bem. Tenho me sentido um cavalheiro até com alguns colegas de trabalho que não são tão cavalheiros assim. Mas o limite está próximo, eu acho.

Em algum momento da vida já fui um homem extremamente tranquilo. Essa já foi minha característica mais forte, que mais chamava atenção. Agora, definitivamente, não mais. Ando inquieto, ansioso. A medida que conheço mais o ser humano, raça na qual humildemente me incluo, mais me decepciono com a inconstância, com a imprevisibilidade. Gente é difícil.

A parte da mutação tem a ver com as mudanças de expectativas, a todo tempo. O que é prioridade pra você hoje, pode deixar de ser amanhã. Por causa de uma oportunidade nova, e totalmente inesperada. Por uma decepção. Por amor. Que mundo doido!

Enfim, estou aqui, passageiro deste planeta que é uma panela de pressão, prestes a estourar. Meu coração tem pressa de muita coisa, e tudo conspira pra eu pisar no freio, pois mudanças que acontecem aqui, acontecem em todo lugar. Nada é certo, nada é a longo prazo. Gente...

*          *          *          * 

A temporada futebolística vai começar de novo. As previsões são de muita taquicardia, muito sofrimento (meu sofrimento mais sincero, mais valioso e mais gostoso), muitas gozações e com certeza muitas alegrias também.

Vamo lá, Fluzão, domingo eu estarei colado na "telinha", pra ver meu time começar com o pé direito esse 2009 imprevisível!

Publicado por Rodrigo da Silva Santiago em 21/01/2009 às 21h19
 
04/01/2009 20h06
2008 / 2009
Balanços e promessas. Ano vai, ano vem.

2008 não foi um ano nada fácil. Mas provavelmente foi o que mais produzi.

Terminei a faculdade, e terminei a pós.

Corri bastante nas ruas do Distrito Federal, visitei muito pouco minha família.

Sem dúvida um ano de sacrifícios meu e dos meus familiares.

Pouquíssimos feriados, isso também atrapalhou.

Vivi grandes expectativas no trabalho, mas no fim quase nada mudou. Graças a Deus, diga-se de passagem.

Meu time quase me matou do coração. Senti uma depressão profunda quando perdemos a Libertadores, não foi brincadeira. Mas termino o ano mais Tricolor do que nunca.

Vivi muitos dias vazios, alguns solitários.

Senti estresse em boa parte do ano.

Vivenciei dias de apreensão intensa por problemas de saúde de pessoas amadas.

Me mantive no caminho da fé, e isso me deu toda força que precisei para vencer.

E venci: termino o ano com a cabeça erguida, com a vida sob controle. Minha casa é um bom lar pra se viver, meu ambiente de trabalho continua tranquilo.

Conheci uma mulher fantástica, para a qual se direcionam hoje todos os meus planos.

E agora a expectativa de continuar vivendo dias de calmaria e progresso.

Reclamar menos, produzir mais.

Desperdiçar menos, poupar mais.

Beber menos, amar mais.

Me aborrecer menos, sorrir muito mais.

Esperar menos, colaborar mais.

Me lamentar menos, agradecer mais a Deus.

Já que a vida tem sido tão generosa comigo, quero aproveitar o tempo que vem para realizar sonhos que antes pareciam bastante distantes, sem deixar de viver com os pés no chão, e principalmente sem deixar de agradecer ao bom Deus por tudo. Por tudo mesmo!

É isso.

Publicado por Rodrigo da Silva Santiago em 04/01/2009 às 20h06



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